O Homem que Calculava
O livro “O Homem que Calculava” relata a história do calculista persa Bermiz Samir.
Em suas viagens resolve problemas como: dos 35 camelos, dos quatro quatros, do joalheiro, dos 21 vasos, do jogo de xadrez, dos três marinheiros, das abelhas, da metade de x da vida, dos número 142.875, entre outros...
Este artigo tem por objetivo apresentar os capitulos do livro em questão de forma resumida, convidando os leitores a efetuarem a leitura completa do livro "O Homem que Calculava".
Voltando de uma excursão avistei um homem que tempo em tempo levantava-se e falava um numero.
Surpreso foi ate ele, onde informou que pela delicadeza que tive, ira atender meu desejo de curiosidade, mas antes contou sua história de seguinte forma.
Sou Beremiz Samis, nasci numa pequena aldeia Klói na Pérsia...
De tanto contatar as orulhas que cuidam, adquiriu a técnica de contar milhões rapidamente.
Achei interessante e informei que poderia ganhar dinheiro com isso. Surpreso Beremiz disse que nunca tinha pensado nisso.
Expliquei em que poderia ser útil e levei em meu camelo para Bagdá.
35 camelos onde devia ser divididos em 3 irmãos. O Homem que Calculava solicitou a um deles para ceder o camelo, somando 36 camelos efetuou a divisão entre os 3 irmãos e ainda sobrou dois camelos , sendo um para o Homem que calculava e outro a seu amigo. Assim todos ficaram felizes.
Após 3 dias próximos a pequena aldeia socorremos um individuo chamado Salem Nasair.
A caravana foi saqueada por uma turma de nômades, sobrando os pães foram juntados e feito uma única sociedade onde foi efetuado um calculo de divisão entre todos, pelo Homem que calculava, bem como provou quantas moedas de ouro caberia para cada um.
Após deixar a companhia do Xeque Nasair e do Vizir Maluf encaminharam para hospedaria Mareco Dourado. Nos 8 dias de viagem pronunciou 414.720 palavras, no total de 2.160 horas.
Então o calculista lhe contou. Em Teerã na Pérsia o mercador disse aos 3 filhos que o que ficar o dia sem pronunciar palavras inúteis ira ganhar vinte e três Timões.
O ganhador foi o segundo filho pelo fato de ser discreto, sem verbosidade e simples.
O calculista chegando a hospedaria verificou que um vendedor de jóias estava tentando resolver o problema do pagamento da estudia onde conforme acordo o senador afirmava estar devendo 24 e meio e homem 28 assim o calculista provou que o valor correto é 26.
Do que ocorreu durante a nossa visita ao vizir Maluf. Encontramos o poeta Iezid, que não acreditava nos prodígios do Cálculo.
O Homem que Calculava conta, de modo original, uma cáfila numerosa. A idade da noiva e um camelo sem orelha. Beremiz descobre a “amizade quadrática” e fala do rei Salomão.
Beremiz visita ao ruque de mercadores e explica os possíveis formas de obter um resultado com 4 quatros e também esclarecer a duvida ao mercador e receber um turbante azul de presente.
Beremiz resolveu o problema dos 21 vasos de vinho que foram divididos entre os criadores de ovelha e também esclarece a mal entendido do desaparecimento de 1 dinar, referente a conta de 30 dinares onde o mercador devolveu 5 dinares, sendo dois doados.
Após vários convites de Iezid a pessoas para ensinar matemática a um jovem, Beremiz foi convidado, se propôs a ensina-la sem poder ver seu rosto e acompanhada de duas escravas de sua confiança.
No palácio de Iezid encontra-se Tara-Tir um rancoroso que não confia no calculista.
O homem que calculava contou quantos pássaros havia na coleção e solicitou que soltasse três deles para após informar a quantidade. Acertando a quantidade e explicando que este havia sido um ato de caridade, o xeque então, ordenou que soltassem todos os pássaros.
Este capítulo conta a história de como Beremiz iniciou o curso de matemática.
Deixando o palácio e ao passar pelo Marabu de Ramih, ouviu o canto dos pássaros onde ficou admirado, o contrário de Beremiz que pouco se interessou, estava atento a um grupo de meninos e fez uma dissertação sobre eles.
Chamou um dos jovens que rapidamente voltou seu rosto encaminhando-se ao encontro deles. Tomou conhecimento de seu problema, a diferença encontrada na venda de 60 melões, esclareceu o motivo da diferença, durante a explicação foi interrompido pela voz do Muezim, que chamava os fiéis para a prece da tarde.
Seriam recebidos em audiência solene pelo califa Abul-Abas-Ahmed onde pretende resolver muitas coisas importantes, bem como o assunto dos números 284 e 220.
O calculista conseguiu contar a diferença de números das franjas dos vestidos de duas bailarinas dançando. O invejoso e rancoroso Nahum Ibn-Nahum, tentou denegrir a imagem do calculista, mas o Beremiz contou ao rei sua visão onde ele apóia o calculista.
Tinha como passatempo a construção dos quadros mágicos, onde para eles era um protetor contra doenças, conforme Beremiz.
Foi oferecido ao novo rei Iadava um jogo para distrai-lo e abrir o coração à portas de novas alegrias. Onde Sessa explicou ao rei Vizires e cartesãos de que consistia o jogo.
Assim o rei quis oferecer jóias, palácio em recompensa ao jogo que ganhou de presente, como forma de agradecimento, mas Sessa solicitou que seu pagamento fosse com grãos de trigo. Então o rei estranhou da tal solicitação onde após esclarecimento prometeu que seria pago conforme solicitado, mas ao providenciar verificou que a quantia solicita era enorme.
O calculista esclarecia dados referente a números pelo qual as mulheres estavam interessadas em criar tatuagem no próprio corpo. O contador de história contou uma história onde sua solução não foi descoberta até o momento que era referente as três irmãs vendendo quantidade diferentes de maça.
Ao concluir Beremiz esclareceu o tal problema sendo resolvido de forma simples.
Foi homenageado o príncipe Cluzir-el-din-Mubarec-Schá explicando-lhe a lei de Pitágoras.
Beremiz citou a obra Suna-Sidauta de autor desconhecido.
Também foi contado a história da filha de Bháskara que no fim ficou sempre solteira.
Foi contado o problema da divisão das moedas entre os marujos, sendo esclarecida pelo calculista, impressionado o príncipe Lahore pediu ao Beremiz que descobrisse o enigma da medalha; assim esclareceu ao príncipe onde ganhou a medalha e uma bolsa de moedas.
Caminhando pelo deserto o Beduíno avista uma caravana ; começou a contar quantos camelos são através de sua forma de contagem.
O matemático explicou sobre a quina; também foi explicado o funcionamento de vários sistemas de contagem como o de base 10, 12, 60, 20 e também do sistema Grego, Romano, Árabe...
Nas últimas semanas teve seus vários progressos na ciência de baskara.
Ao fim da tarde ao iniciar a refeição, onde avistou que a hospedaria fora cercada por tropas.
A algazarra não perturbou Beremiz, onde estava alheio aos acontecimentos da rua e trançando figuras geométricas com pedaços de carvão.
Mas os oficiais da escolta os levaram ao palácio do Vizir Maluf para resolver um problema matemático complicado.
Então o Vizir narrou o problema de dividir o período de tempo que o homem ficaria na cadeia para ser libertado não sendo mais perpétuo.
O rei Mazim ficou admirado em ver nas paredes úmidas da enxovias escritas pelos detentos, tantas coisas belas e curiosas onde determinou que fosse revisto todos os processo de julgamento verificando que muitas delas eram injustas.
No fundo do subterrâneo encontra-se o pequeno calabouço, onde fora encarcerado Samadique.
Ao voltar ao rico divã das audiências, apareceu o Grã-Vizir Maluf rodeado de cortesãos, secretários entre outros, onde todos aguardavam a chegada de Beremiz para conhecer a fórmula que o calculista iria empregar para resolver o problema de metade da prisão perpétua.
Após várias tentativas e formas, obteve-se a maneira adequada para tal problema que seria a de liberdade condicional sobre vigilância da lei.
No bairro que moravam, Beremiz recebeu a honrosa visita do príncipe Schá.
Beremiz discorreu sobre o problema que interessava ao príncipe, o problema das pérolas do raja.
As filhas mais moças se queixaram ao juiz alegando estarem prejudicadas nesta divisão.
Em contra partida o juiz informou que elas estava enganadas, e que a divisão era justa, explicando lhes, detalhadamente do processo feito.
Beremiz concluiu que o problema não era difícil.
Assim o número escrito cinco vezes na parede do quarto chamou a atenção do príncipe Cluzir Schá.
Então o calculista lhe respondeu que era um dos números mais curiosos da matemática, lhe apresentou a relação a seus múltiplos.
Beremiz contou sobre o problema mais indeterminado da aritmética, o problema do rei Hierão.
No palácio do Califa havia sete sábios que iriam interrogar o calculista.
A um gesto do Califa o Xeque Nurendim Barur tomou Beremiz no braço conduzindo-o até a tribuna erguita ao centro do salão, onde os sete sábios questionaram sobre a ciência dos números e caso responder todas as perguntas, receberá de recompensa tal que o fará um dos homens mais invejosos de Bagdá.
... Beremiz recebeu as jóias e o tapete com uma carta que a piedosa Telassim havia colocado.
O sábio Mohadele interrogou o calculista sobre o assunto indiscutível importância para a cultura de um muçulmano.
E Beremiz venceu a primeira prova do debate restando mais seis.
Solucionado o primeiro caso, o segundo sábio interrogou Beremiz.
Admirado o sábio exclamou: Vamos ver agora se o terceiro argüidor conseguirá vencer nosso calculista.
O terceiro sábio Célebre Artrônomo Abul-Hassã Ali, de Alcalá dirigiu-se a Beremiz, comentou sobre suas duas respostas anteriores e perguntou:
É possível em matemática, tirar-se uma regra falsa de uma propriedade verdadeira?
O artrônomo ficou encantado com a resposta de Beremiz.
Então o quarto Ulemã Jalal Ibm-Wafrid, poeta, filósofo e astrólogo preparou uma pergunta antes de faze-la; esclareceu para que todos a entendesse contando uma antiga leda perca.
Após contar a antiga lenda peça, o sábio voltou-se para Beremiz sorrindo com certo ar de brandura perguntou:
“Qual é a multiplicação famosa apontada na história, multiplicação que todos os homens cultos conhecem, e na qual só figura um fator?”
Beremiz respondeu que é a multiplicação dos pães.
Então o quinto a pergunta é o xeque Nascif Rahal onde contou uma lenda envolvendo números antes de fazer uma pergunta.
Após ter contado a lenda, Beremiz comentou sobre a lenda e as divisões de três por três e o três por dois onde o xeque Nascif Rahal confessou que não sabia.
A seguir teve a palavra o sexto Ulemã onde contou uma lenda que não contém divisões quadradas ou funções, mas envolve problema de lógica.
Após o 3 ° príncipe contar a história dos 5 discos de cores diferentes tinha que adivinhar a cor , onde pediu a Beremiz:
Qual foi a resposta do príncipe Aradim?
Como descobriu ele, com a precisão de um geômetro, a cor de seu disco?
Então Beremiz informou que a resposta de Aradim era o disco branco e esclareceu como descobriu.
Então o Califa declarou: Beremiz vencedor da penúltima prova.
O Mohildin Ihaia Banabixacar, geômetra e astrônomo ira fazer a ultima pergunta onde antes contou o problema das 8 perolas iguais, mas com uma delas com menos peso.
Logo Beremiz efetuou seu comentário.
Terminado a exposição feita por Beremiz sobre as questões feitas pelos sábios o sultão falou:
“Por ter respondido todas as questões corretas poderá escolher como premio que prometi entre: vinte mil dinares ou um palácio em Bagdá.
Mas Beremiz disse que isso não tinha valor e que seu pedido é de casar-se com Telassim.
Então o Emir disse que poderá casar-se se resolver o problema inventado por um dervixe do Cairo ou seja adivinhar a cor dos olhos das 5 escravas fazendo somente 3 perguntas a 3 escravas.
Enfim, Beremiz acertou a cor dos olhos das 5.
Em 1258 a cidade de Bagdá foi atacada por uma horda de tártaros e mangóis.
O Xeque Iesid morreu...
Bagdá ficou nas ruínas.
Telassim fez com que Beremiz repudiasse a religião e adotasse o Evangelho de Jesus.
O Homem que Calculava viajava de um luhgar a outro, sendo muito bem reconhecido, na maioria das vezes.
Nestas viagens resolvias problemas matemáticos, os quais ninguém havia obtido tal solução até o momento.
Após vários problemas resolvidos ficou reconhecido, onde após ter respondido correto as perguntas feitas pelos sábios, casou-se com Telassim, sendo um dos melhores problemas que resolveu.
Então segundo Beremiz: “A verdadeira felicidade só pode existir a sombra da religião cristã.




